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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Estrada - Diego Bachini Lima


Eu nasci em um hospital a beira de uma estrada.
A estrada cruzei em boa parte da minha vida.
Ela liga o meu passado, meu futuro e meu presente.

A estrada mata, me preocupa. E eu temo as vezes atravessa-la
O inicio da estrada me fazia mal quando criança. Curvas demais.
O meio da estrada passa minha infância, e ali algumas vezes sem medo atravessei

Um pouco mais além a estrada eu respeito.
Ali a velocidade aumenta, as curvas abrem, e o perigo anda do lado.

Eu já ouvi mortes na estrada que corta minha vida.
Eu vi acidentes, e por isso tenho respeito.

Desenho cunhado em barro, cobrido de asfalto.
A estrada é o caminho que vai do meu passado aos outros passados.
Passados de minha família
No seu lugar que pra mim é o início, termina o meu presente, e começa o meu futuro.

A estrada eu respeito, e peço a Jesus e Nossa Senhora proteção.
Porque eu sou sim filho de Deus, mas por essa estrada passam mais um milhão.

Diego Bachini Lima - 18/02/2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

2010 - Eu Sinto Algo Diferente Nesse Ano

Mais um ano vai indo e mais um vem chegando, e eu tenho a estranha sensação de que será diferente esse 2010.
Muito por causa do Fluminense.
Eu nasci em 1991. Minhas primeiras lembranças do Fluminense são da era negra de sua história, mais precisamente Fluminense X ABC (não lembro o mando de campo) onde após uma falta, Roger continuou a correr com a bola e tomou cartão amarelo.

1999. 10 anos. E nesse 10 anos em que eu me fundi com a camisa tricolor, deixando de ser apenas um torcedor de vitórias (leia modinha) e me tornei um verdadeiro tricolor, nesses 10 anos nunca me senti tão confiante quanto a meu time.

A super campanha final no desastroso 2009 criou essa confiança. Algo maior iluminou aos jogadores e a torcida. Iluminou a mim, mesmo estando tão distante, mesmo tendo ficado de fora do único jogo do Fluminense que fui ver aqui em Nova Friburgo. E que depois foi recompensado conhecendo 'a terra santa tricolor': Laranjeiras.

E acredito que foi ali naquele lugar sagrado, que de certa forma eu me renovei como tricolor. Senti a força desse carma. E o quanto ele me faz feliz.

Nesses 10 anos de lembranças (e 18 de vida e videotapes), nunca um time me deu tanto orgulho quanto esse que terminou 2009. Mesmo perdendo uma final. Mesmo lutando para não ser rebaixado, foi o time que mais me deu orgulho. Mais do que o único título nacional que em vi em 2007 na copa do Brasil. Um time que, perdoem, mas foi normal. Simples apesar de tudo.
Esse foi extraordinario apesar de tudo.

Não estou contente em termos perdemos uma final e lutamos contra o rebaixamento

Estou contente com o poder que nossas cores, nossa camisa, nossa torcida, e nosso time tiveram.

Pelo menos o que vi foi isso. Tudo isso no fim aonde vi o que nos espera em 2010.

Da esquerda pra Direita: Eu, Meu pai (Marcos) e Meu Irmão (Tiago) nas Laranjeiras em 2009. Meu pai é o responsável por eu ser tricolor. E é meu exemplo de vida, por N motivos. ;)



"Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória" - Nélson Rodrigues
Tópico

sábado, 26 de dezembro de 2009

Derubando um velho tabu


Roberto Carlos em 2008 Roberto Carlos em 2009
Uma coisa que me cansa nesse fim de ano são as pessoas falando que o Especial Do Roberto Carlos é sempre igual. Quando na verdade por algumas músicas não sairem do show elas pensam isso. Mas se as bandas ou cantores que eles amam não tocasem os sucessos o que ele diriam?
Pra isso eu decidi comparar os shows Completos (inclusive o que não foi exibido) dos Especiais 2008 e 2009
2008
* Abertura
* Emoções
* Como é grande o meu amor por você
* Além do horizonte
* À distância - RC e Zezé di Camargo & Luciano
* O portão - RC e Zezé di Camargo & Luciano
* Outra vez
*Negro gato
* Negra Ângela / Eu e ela - RC e Neguinho da Beija-Flor
* A deusa da passarela - RC, Neguinho da Beija-Flor e a bateria da Beija-Flor
* Papai, me empresta o carro / Parei na contramão / Flagra / Splish splash / Mania de você / Cama e mesa / Baila comigo - RC e Rita Lee
* Detalhes
* O côncavo e o convexo
* Mulher pequena
* Mulher de 40
* Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
* Força estranha - RC e Caetano Veloso
* Você é linda - Caetano Veloso
* Chega de saudade - RC e Caetano Veloso
* É preciso saber viver
* Jesus Cristo


2009
Abertura (Sendo a Desse ano diferente)
Emoções

Eu te amo, te amo, te amo
Alem do Horizonte
Encostar a tua - RC e Ana Carolina
Como vai você - RC e Ana Carolina
Detalhes
Outra vez
A mulher que eu amo
Estou apaixonado - Daniel
Quando eu quero falar com Deus - RC e Daniel
As curvas da estrada de Santos
Do fundo do meu coração
Proposta
Cama e Mesa - RC e Dira Paes (2008 foi só um trecho)
Você não vale nada - Calcinha Preta
Eu amo demais - RC e Calcinha Preta
Medley Jovem Guarda: É proibido Fumar
Namoradinha de um amigo meu
Quando
E por isso estou aqui
Jovens Tardes de domingo
Como é grande o meu amor por você
É preciso saber viver
Jesus Cristo

8 MÚSICAS EM UM SHOW de 24 ;)

Será que nada mudou?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

www.dblmyway.com

Nosso novo domínio!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

2 Pais a seus filhos daqui a 20 anos, sobre o jogo de agora pouco


Hoje no intervalo do jogo, me pai me contou de novo onde ele estava e como foi o momento do gol do Assis em 1983.

Então quando terminou o jogo eu pensei na seguinte história. Quero que me acompanhem:

Uma rapaz tricolor que assistiu o jogo hoje no estádio, em casa, em qualquer lugar, daqui a 20 anos, ao ser perguntado como foi o ano de 2009 do Fluminense vai responder

-Até o meio do ano nosso time estava morto, num caminho sem volta pra segunda divisão. Chegamos a ter 98% de chances de cair, talvez até mais...
Mas nosso time foi re-montado pelo Cuca que era o técnico na época. Ganhamos os jogos do Brasileiro e da Sulamerica 1 a 1. No Brasileiro saimos do rebaixamento. Na Sulamericana chegamos na final.

-Mas perdemos a final! - vai dizer o filho (ou filha, sendo que o rapaz lógico pode também ser muito bem uma moça)

-Sim mas perdemos lutando. Não estou dizendo que gostamos de ter sido vice, mas nunca desistimos, incentivamos o time até o fim. O Jogo terminou 3x0, 4x5 na soma dos resultados, ganhamos mas não o suficiente. Mas mesmo após o fim, a torcida continuou cantando e apoiando os Guerreiros do Fluminense. E essa derrota foi o marco que previu nos anos seguintes os títulos do Fluminense...

Eu me imagino contando isso para meus filhos.

Agora imaginemos um equatoriano, torcedor da LDU. O que ele vai dizer do título que deu a triplice coroa a LDU?

-Nosso time começou mal o ano, abalada pela perda do mundial. Fomos eliminados da libertadores. E apenas mediano no campeonato Nacional. Mas a sulamericana mudou tudo e deu gás ao nosso time. E vencemos de novo em um Maracanã lotado.

- Mas como foi o jogo lá? A LDU deu tudo de si para liquidar o Fluminense? Ela fez jus por ser campeã da América e venceu eles?

(Abro um parênteses. Você acha que o pai vai responder de maneira correta essa pergunta? dizer q a LDU só construiu um placar na altitude de Quito, e que apresentou um futebol medilcre nesse e em todos os jogos fora de casa?)

-Não, nós perdemos o jogo, mas não foi suficiente pra perder o título.

Você Sentiria orgulho de dizer a seu filho que seu time ganhou o título sem apresentar futebol de qualidade???

Eu não quero resposta ofensivas ou chingamentos. Apenas Que VOCÊ REFLITA. Eu me sinto muito orgulhoso pelo meu time Guerreiro. Agradeço a DEUS PELO QUE O FLU SE TORNOU NO MOMENTO DE DIFICULDADE, MAIS FLUMINENSE DO QUE AQUELE TIME DA LIBERTADORES DO ANO PASSADO.

ST

Diego Bachini Lima

domingo, 29 de novembro de 2009

Preciso estar em constante estado de amor para viver...

Percebi que eu tenho que estar apaixonado, mesmo que seja improvável, que ela não queira. Preciso estar em constante estado de amor para viver.

Não sei com é possível viver sem amor. Mesmo platônico impossível. Se bem que nada é impossível, apenas pouco provável.

Eu queria poder descobrir o que faz minha busca ser assim. O que existe de errado, o que não consigo entender, que Deus me traga a luz e me responda, que eu possa um dia saber da resposta.

Meu coração não sabe amar. Escolhe sempre os piores momentos, os piores caminhos, as mais lindas e mais difíceis mulheres, e diz coisas certas e erradas ao mesmo tempo. E deixa de dizer o que sente, ou diz errado, ou na hora errada.

Estou em um estágio quase de descontrole emocional. Tudo por paixão. Talvez seja amor puro e verdadeiro, sem limites, mas existem limites. No momento é uma estrada, uma ponte de uma única mão parando no meio, sem poder atravessar o outro lado.

Não é desejo apenas de corpo a corpo. Existe algo a mais nela eu sei, mas não sei o que é....

Não é físico, talvez químico, algo que ela expira que invade meu corpo e me faz sentir assim.
Ou alguma coisa no sorriso dela que me faz esquecer minhas dores do mundo minha sina.
As maiores barreiras não são minhas, são as que para ela parecem ser minhas. Mas eu não sei quais são.

Quando eu olho em seus olhos eu leio o que sente. Suas palavras traduzem sempre o que quer dizer.

Não posso dizer o que penso sobre ela em sua existência física. Sou humano, a vejo como se não pudesse ver seu rosto, mas sim seu coração. Não sei sua idade pois sua sabedoria também me cega.

Mas mais do que tudo eu sei que é uma batalha que pode me matar se eu começar. E são grandes a chance de morrer. Eu diria 98,8%. Mas na vida no amor em tudo... Nada é impossível.

Diego Bachini Lima
Escrito das 2h. e 30 min. às 3h da madrugada do dia 29/11/2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Estrada Não Percorrida - Robert Frost


Em duas partiu-se a estrada num dourado bosque
E a lamentar as duas não poder trilhar
e ser um só viajante, por um tempo ali estive
a olhar para uma delas até onde num declive
em meio ao arvoredo eu a via se dobrar.

Segui pela outra então, bastante equivalente,
mas a exercer talvez apelo mais intenso
por de relva ser coberta e de uso estar carente;
ainda que por ambas passasse muita gente
e a seus leitos fosse o dano igualmente extenso.

E ao ver que nas manhãs sobre ambas haveria
leito de folhas por passo algum enegrecido.
Oh, a primeira deixei para outro dia!
mas ciente que uma via nos leva a outra via,
suspeitei não lá voltar tendo uma vez partido.

Estarei dizendo num suspiro meu
Em tempos e lugares de distância imensa
Em duas partiu-se num bosque a estrada, e eu...
Eu escolhi a que menos gente percorreu
e foi isso o que fez toda a diferença.

“A estrada não percorrida”, Robert Frost. Tradução de Celina Portocarrero, 2008.